privada aberta

24.4.04


havia essa mulher a quem eu amava. éramos quase iguais. mas por alguma manobra do acaso (não acredito que disse isso) não deu certo.
havia essa mulher. eu a amava. e como tudo no mundo, deu errado. mas a vida dá voltas. (falar sobre a vida sempre soa bem, parece que sabemos do que falamos) e a gente aprende a ver o que não se via. vi seus defeitos. e dei graças a deus por ter passado meu amor a ela.
ingrata, arrotava palavrões e xingamentos. batia telefones na cara. estava com a conhecida síndrome que acha que sempre está certa. sempre os outros são os chatos, são os babacas, são os ridículos. ela está sendo ridícula agora. e semana que vem vai ouvir umas verdades.

havia uma mulher a quem eu amava. não a amo mais.

graças a deus, não a amo mais. tenho outras mulheres nessa praia. não há necessidade de matar-me por uma "incompreendida".

garçom, outra vodka, por favor

22.4.04

há mulheres e mulheres em nossas vidas. não sei porquê, mas sempre gostei das mais bonitas e gostosas e inteligentes (algumas nem tanto) que passaram perto de mim. também não sei dizer porquê, sempre atraí mulheres gordinhas, digamos assim. algumas inteligentes. as que não eram gordas, foram ou dali a pouco tempo tornaram-se. não sei o que tenho dentro de mim.

há outras coisas que me intrigam também. há mulheres que acreditam MESMO (pra eu usar maiúscula, to falando sério mesmo) que é possível, digamos assim, manter uma amizade próxima, mas muito próxima, tão próxima com os homens mas de uma maneira que seja o próximo suficiente para não transarem. isso é ridículo. homens até tornam-se amigos das mulheres (e quando falo homens, digo heteros) mas não suficientemente perto para ouvir seus desabafos, seus casos e suas trepadas. homens são interesseiros. melhor, corrigindo: homens são animais, querem sexo. o papo é bom, é ótimo, mas se puder deixar pra depois é melhor. homens não possuem amigas se não houver um interesse sexual por trás. freud já havia nos ensinado coisas do gênero, pelo que ouvi falar dele. o homem é sexo. o homem quer sexo.

a partir da adolescência, quando descobrimos que há algo a mais, e que o buraco é literalmente mais embaixo, a nossa vida se resume em uma busca incessante pelo sexo. no colégio. depois, quando percebemos o que é necessário pra conqui$tar uma mulher, começamos a trabalhar. não porque adoramos isso. mas porque adoramos o sexo, e faríamos qualquer coisa para tê-lo, inclusive sermos explorados como uma mão-de-obra barata para obtê-lo. e a vida é assim, e perderia o sentido se não houvessem inventado o viagra.

e há mulheres ainda que acreditam em amizade. eu também acredito. mas na minha concepção, nada mais saudável que um sexo amigo, sem compromisso. até porque os amigos se dão bem porque possuem coisas e interesses em comum.

nada mais natural do que praticar sexo em comum.

14.4.04

andava às tontas atrás de uma vida para levar. sentava em minha sacada, e via passarem as horas. e via o liquido diminuindo. e sentia não estar mais sóbrio.

às vezes sentia-me mais responsável. outras não, outras me sentia um dejeto humano. aquelas vozes...ah, vozes. aquelas mulheres que me amavam mesmo sem sabê-lo. muitas mulheres. mas não havia meus olhos pra ela. eram para outras. vida inútil e execrável. oh, inferno de deus, por onde me levaste. tu que choras de reclamação, tu que extrapolas o sentido de tua vida medíocre.

inferno!

muito embora tudo pareça demasiado simples por ser complexo...tudo na verdade é simples. tudo é um lugar à chuva na hora do almoço. todos me amam por eu ser como sou: infeliz. desgraçado. engraçado. e infeliz.

me amam, pois sentem uma ocmpaixão com minha dor, mas uma compaixão distante, que não chega a se tornar ajuda. a compaixão nada mais é que uma observação distante e emocionada. as compaixões são desprezíveis. são vulgares, vis, infames.

as compaixões merecem um lugar no inferno, não passam de um prazer meio masoquista e voyeur do sofrimento dos outros. as compaixões não merecem piedade.

deram-me dó e compaixão. devolvo-lhes ódio. por tudo que fizeram, devolvo-lhes meu ódio.

ódio à falsa solidariedade.

9.4.04

sexta-feira santa. hoje é dia de sexo. como adoro ser herege!

a noite promete. mete.
às vezes queria ser um pouco maldito. às vezes acho que sou infantil e escroto demais. muitas outras vezes só gostaria de ser eu. porém não consigo.

mas enquanto a gente se engana, e engana os outros, fazemos sexo. porque sexo é o básico instinto dos animais. porque se não pensássemos, a coisa mais profunda que faríamos seria sexo. aliás, acho que a coisa mais profunda que fazemos é sexo.

pensar limita as possibilidades. quem dera eu pudesse viver num mundo como esse sem pensar. seria fácil absorver o que hoje a gente acha um problema.

vários são os dias, várias são as vidas. várias são as idas e vindas.

várias e deliciosas.

adoro bucetinhas molhadas!


6.4.04

minha ex me ligou ontem. diz que vem passar a páscoa na cidade. e agora vem a maldita pergunta de meu inconsciente: vc é homem ou é o que?

e se eu respondesse que sou O QUE? well, whatever, minha comidinha de fim de semana já está pronta. basta apenas eu ligar pro delivery.

foda. às vezes gostaria de não ser tão filho da puta como eu sou com as mulheres. machuquei muitas já. mas estou melhorando. pelo menos agora cogito a possibilidade de mudar.

antes nem isso.

5.4.04

when somebody dies
and you don´t even know this person
it´s difficult to say anything about

when somebody you love
loses someone so close
it´s hard to say anything

we don´t say anything
fearing to say something bad
without this intention

when you love a woman
but you still haven´t told her
there must be happening only two things:

you´re a coward,
or you love her too much
so this love cannot be expressed by words


4.4.04



que cena linda!

O que mais me enche o saco ultimamente tem sido o trabalho. Que praga! Conviver com seres chatos e inumanos, na verdade um bando de filhos da puta. Totalmente voltados aos seus próprios narizes.

Ah, se pudesse apenas viver sem ter o desgosto diário de encontrar seres tão desprezíveis. Apenas viver de sexo, bebidas e música. mas fui nascer logo onde, logo onde, meu deus!

queria ter meu próprio canto sem viver de aluguel, sem ter de me estressar com contas. queria uma mulher maravilhosa todinha pra mim, que fizesse o que eu pedisse, disponível a toda hora. linda, maravilhosa, gostosa pra caralho e inteligente o suficiente pra falar apenas o que preciso ouvir. na verdade não uma, mas umas 3 ou 4 mulheres...é, acho que tá de bom tamanho. uma morena, uma loira, uma japonesa e uma mulata...isso mesmo. viveríamos em intermináveis orgias que durariam semanas, lambendo-nos e sugando-nos de todas as maneiras possíveis. todos ébrios, todos altos, todos incrivelmente sedentos por sexo, em uma cama king size tamanho gg, com uma geladeira ao alcance das maos, mesa de sinuca, banheira, piscina e churrasqueira sempre prontos. ah, tantas pernas, quero-as todas.

quero-as pra mim.

grande merda de vida.